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Aqueles que aplaudiram os discursos dos candidatos do PT nas campanhas eleitorais de 2006 e 2010 contra a desvairada privataria dos tucanos têm motivos para se sentirem decepcionados com a atitude da presidenta Dilma Rousseff que acaba de privatizar os três mais importantes aeroportos do país. E há quem afirme que os especuladores pagaram as privatizações com dinheiro do BNDES!  Neste caso, o governo vende o patrimônio público e, ao mesmo tempo, financia os especuladores com dinheiro que sai do bolso do contribuinte em uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo! Na Inglaterra também se paga muito imposto, mas o retorno é evidente e satisfatório. Aqui no Brasil é o contrário: as rodovias federais são um verdadeiro caos, a saúde pública tem muito a desejar, e assim por diante. Boa parte dos muitos bilhões que o governo arrecada é gasta em esquemas de corrupção. Vemos um exemplo disto nos diversos ministros do governo Dilma que caíram por causa de escândalos financeiros.  E o financiamento da compra das empresas estatais com dinheiro do  BNDES?  Tudo sai do bolso do contribuinte.  É lamentável a atitude do PT: esse partido costuma fazer exatamente aquilo que condena nos outros. Nada mais parecido com o PSDB de Fernando Henrique Cardoso do que o PT no poder!  Diante de tal contradição entre o discurso e a prática, será que o povo irá se lembrar a fim de dar o troco ao PT nas eleições presidenciais de 2014? Dificilmente, o povo tem memória curta e tende a esquecer. É lamentável.  É verdade que nem todas as privatizações foram danosas para os interesses do país. Algumas delas foram medidas acertadas. Mas não vamos generalizar! Ao mesmo tempo em que lamentamos a atitude contraditória do PT, não nos esqueçamos de que o PSDB foi muito além nas medidas funestas visando a privatização de tudo e causando muito mais prejuízo ao Brasil do que tem causado o PT. Isto nos mostra mais uma vez que não se pode confiar em políticos. Mas o PSDB acusa o PT, e o PT fala mal do PSDB. É assim a política: o sujo falando do mal lavado; o roto falando do rasgado, porque ambos são corruptos e entreguistas!  Diante de tal situação, alguns chegam ao ponto de sugerir que se deve anular o voto ou votar em branco! Tal atitude não é das mais sábias porque tornaria inviável a democracia. Por outro lado, torna-se cada vez mais difícil escolher devido à crise moral que deparamos. É muito difícil encontrar um político que presta. Mesmo assim, temos de votar. Mas não devemos alimentar a ilusão de que um dia tudo vai mudar para melhor. A coisa só tende a piorar.  Seja PT ou PSDB, sempre irá prevalecer a mentira e a roubalheira porque o poder corrompe aqueles que já são corruptos por natureza!  Em outras palavras, o poder dá ensejo a que se manifeste a corrupção inerente ao ser humano. Vem-nos à lembrança de que com o Plano Real o ex-presidente Itamar Franco debelou a inflação galopante dos governos Sarney e Collor. Isto levou FHC ao poder. Depois de 4 anos de mandato, o seu fautor, Itamar Franco, esperava dele o apoio à sua candidatura. Mas isto não aconteceu. Nem houve condições favoráveis para uma candidatura de Itamar Franco à presidência. É evidente que Itamar se sentiu traído!  FHC queria mais 4 anos de governo ou (des)governo. Comprou apoio parlamentar a fim de aprovar a emenda da reeleição que o beneficiava. Congresso venal, não te faltam compradores!  Dizem que FHC é o pai do mensalão! E assim, o candidato tucano teve o segundo mandato que desejava. Não é só o PT que se caracteriza pela mentira e a corrupção. Ou, quando não isto, pelas privatizações!  Parece que o candidato eleito, ao subir a rampa do Palácio do Planalto, vende a alma ao diabo ou, na melhor das hipóteses, aos banqueiros e especuladores. Dilma acaba de enterrar uma das principais bandeiras do seu partido: o discurso anti-privatização que caracterizava o PT.  Não tem mais o direito de condenar as privatizações dos outros nem pode usar isto como cabo eleitoral bem-sucedido de campanha.  E não adianta esperar por dias melhores. Só vamos torcer para que a atual presidente não se deixe levar pela sanha insensata e anti-patriótica das privatizações, e o país acabe perdendo para os especuladores nacionais e internacionais as riquezas do pré-sal!

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Apesar de os políticos receberem merecidas críticas, não é no mundo da política nem dos negócios que se encontram os maiores enganadores. É, sem dúvida, nas denominações religiosas, principalmente naquelas que professam o Cristianismo. É incrível os meios de que se utilizam os dirigentes religiosos para iludir as multidões ignorantes e supersticiosas e arrecadar delas o máximo possível. Nos comentários dos internautas postados em vários sites da internet, aparecem os nomes de alguns desses impostores: Pedir Mais Cedo, Rouba Rouba Soares, Silas Malacheia, Valdemiro Sandiabo, e outros.  Tais dirigentes religiosos pertencem ao protestantismo apostatado, mais especificamente ao pentecostalismo e neopentecostalismo, os quais exibem seus falsos milagres, seu espúrio e grotesco dom de línguas, seus cultos espalhafatosos, etc.  Conseguem inventar uma porção de tolices para iludir os trouxas. Algumas delas são: pedras da tumba de Jesus, água benta do rio Jordão, rosa milagrosa, desencapetamento, fogueira santa de Israel, fogueira santa do monte Sinai, óleo de Israel, etc.  A arrecadação de alguns desses enganadores é tão grande que eles conseguem comprar até canais de TV, dos quais se utilizam para difundir com mais êxito as suas falcatruas. Podem pertencer a denominações religiosas diferentes, mas o método utilizado para enganar é o mesmo: conseguem pôr na cabeça de seus seguidores iludidos os ensinamentos da Bíblia de uma forma deturpada.  Por exemplo: quando lhes é chamada a atenção para o quarto mandamento da Lei de Deus, eles afirmam que o  sábado  é do Antigo Testamento e que foi abolido. Mas, incoerentemente, procuram exaltar o dízimo porque o mesmo rende dinheiro, e buscam um suposto apoio para o dízimo no Novo Testamento. Entretanto, o Novo Testamento menciona muito mais o sábado do que o dízimo. As duas vezes em que Jesus faz menção do dízimo, o faz em conexão com os fariseus, conforme lemos em Mateus 23:23, texto que eles gostam muito de citar porque lhes interessa.  É uma religião de conveniência. Procuram promover o dízimo porque rende dividendos financeiros e, ao mesmo tempo, pisam com pés profanos o dia que Deus abençoou e santificou e que faz parte do Decálogo. Se Cristo aboliu o sábado, como eles ensinam, então só existem nove mandamentos. Onde encontramos nas Escrituras tal aberração? Jesus  defendeu a integridade da lei divina quando afirmou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas 16:17).  Na parábola do fariseu e do publicano, que se encontra em Lucas 18:9-14, o fariseu é apresentado como um fiel dizimista: “dou o diízmo de tudo quanto possuo” (verso 12).  Voltando a Mateus 23:23, vemos que Jesus se dirigiu a fariseus. Não eram Seus seguidores, e isto ocorreu antes da Cruz. No livro Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, onde é descrita a organização e desenvolvimento da igreja primitiva, depois da ascensão de Cristo, não aparece nenhuma vez o dízimo. O sistema utilizado era outro: “Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” (Atos 4:34 e 35). O autor da Epistola aos Hebreus volta a falar no dízimo. Não estamos querendo condenar o uso legítimo do dízimo que, apesar de ser uma instituição do Antigo Testamento, pode ser utilizado porque o apóstolo Paulo nos afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (veja 2 Timóteo 3:16). Quando Paulo escreveu estas palavras, nem existia o Novo Testamento. Estamos apenas procurando mostrar a incoerência dos impostores que, afirmando que o Antigo Testamento foi abolido, se utilizam do dízimo e do sistema de ofertas para arrecadar dinheiro. Mas a verdadeira igreja de Deus, que prega o evangelho não adulterado a todas as nações, preparando um povo para a volta de Jesus, usa o dízimo para o sustento do seu ministério. Neste caso o emprego do dízimo é correto e devemos apoiar, porque a finalidade não é encher os bolsos de pastores corruptos e que pregam a falsidade, como os pregadores de Babilônia. Portanto, não estamos condenando o uso legítimo do dízimo, mas a sua distorção, que visa enriquecer os dirigentes religiosos corruptos. Até agora falamos das igrejas do protestantismo decaído, das filhas da igreja-mãe católica romana, a igreja que tem a sua sede na cidade das sete colinas (veja Apocalipse 17:9). Ali também a situação é terrível. Prolifera o engano. Milhões de pessoas são levadas a crer em superstições e doutrinas do paganismo: consciência do ser humano na morte, purgatório, intercessão de pessaos falecidas em prol dos vivos. São os chamados santos canonizados pelo papado. O sistema de canonização teve início no final do décimo século,  quando o Papa João XV canonizou S. Ulrico, bispo de Augusta (ou Augsburgo). Mas o culto dos “santos” mortos recebe em Apocalipse o nome de feitiçaria: “porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria” (Apocalipse 18:23). É, de fato, feitiçaria, pois os mortos estão inconscientes (veja Eclesiastes 9:5, 6 e 10).  É absolutamente impossível os mortos terem qualquer comunicação com os vivos. Eles dormem no pó da terra até à ressurreição (veja Daniel 12:2). Milhões de pessaos são levadas a acreditar que os supostos santos falecidos estão no Céu intercedendo pelos vivos. Quanta mentira! Quanta embromação! Não é sem motivo que Babilônia é acusada de embriagar os habitantes da Terra com o vinho da sua prostituição [que são as suas falsas doutrians, de origem pagã e satânica]. Mas, em vez de acreditar nas imposturas de Babilônia, tanto do setor católico romano quanto do setor protestante, cremos nas palavras de Jesus: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28 e 29). Babilônia substituiu a bem-aventurada esperança da volta de Jesus e da ressurreição pelas fábulas do paganismo. É o império da falsidade, que o verdadeiro Cristianismo rejeita!

Quem assiste aos noticiários hoje em dia só pode se sentir assustado e revoltado com o aumento assustador da violência e da criminalidade. Os assassinos tiram a vida de suas vítimas utilizando revólveres, facas, e também armas nada convencionais como carros de luxo, motos, etc.  O criminoso ao volante, que provocou vários acidentes, atropelando e, inclusive, incendiando o carro de uma pessoa indefesa, levada para o hospital em estado grave, com queimaduras em noventa por cento do corpo, foi preso e solto logo em seguida mediante o pagmento de uma fiança de R$ 245.000,00. O bandido tem dinheiro e pode pagar a fiança que as autoridades exigem e sair livre. A única punição imposta aos criminosos é o pagamento da tal de fiança!  Mas aqueles que perdem a vida, sendo vítimas deste e de outros assassinos,  nada podem fazer!  Em vão seus familiares clamam por justiça em um país onde a justiça é cega, surda, muda e aleijada!  É cega — não consegue enxergar a atuação dos facínoras e os meios por eles empregados para tirar a vida humana. É surda — não ouve o choro dos que sofrem nas mãos dos demônios do inferno e que clamam por justiça. É muda — não ergue a voz em protesto contra todo tipo de crime e a corrupção que assola o país. É aleijada — não anda; demora dezenas de anos para julgar um processo!  Teriam os beneficiários da indústria do crime algum interesse nas pessoas que perderam a vida ou em seus familiares enlutados? Claro que não. Só o dinheiro lhes interessa. Não somente a fiança, mas os criminosos têm dinheiro para  contratar advogados, que são outros elementos sem escrúpulos, a fim de defendê-los. Esses tais de advogados inventam uma história mentirosa e conseguem “provar” a inocência de seus clientes. Eles são capazes de tudo a troco do vil metal. Conseguem fazer com que os piores criminosos  pareçam inocentes, livando-os da merecida punição, e conseguem prejudicar as pessoas que não cometeram nenhum crime e a sociedade. Tudo neste país favorece o crime e a  bandalheira.  É incrível o número de pessoas assassinadas por criminosos ao volante e, com certeza, tal desgraça irá continuar porque os assassinos têm certeza da impunidade. Eles sabem que neste país tudo termina em pizza! Que valor tem a vida humana num país em que predomina a lei da selva, a lei do mais forte? Os legisladores, juízes e advogados, com raras exceções, são uns gatunos! Em vez de defender a sociedade contra os criminosos, são os aliados da bandidagem. Aqui o crime compensa, e a vida humana tem pouco ou nenhum valor. Vale menos do que uma fiança!

Pizza e Impunidade

Sempre que os deputados conseguem evitar que um do seu grupo envolvido em crime de corrupção seja punido, costuma-se dizer que “tudo terminou em pizza.” O que mais nos chama a atenção e deixa revoltados os homens de  bem deste país e que trabalham e pagam os inúmeros impostos que constituem esta carga tributária abusiva é ver o descaso com que é tratada a segurança pública. Estou me referindo à legislação que favorece o crime, a qual é da  responsabilidade dos parlamentares que se dizem representantes do povo, mas que na realidade só pensam em encher os bolsos. Só se lembram do povo em época de eleições. Não existe nada mais rápido do que quando os senhores deputados se reúnem para votar aumento de salário.  Mas eles parecem ignorar que o dinheiro que paga os seus salários de marajá sai do bolso do povo. O Congresso Nacional deveria se chamar “Palácio da Pizza”, porque ali tudo termina em pizza. Jamais falta trabalho para o pizzaiolo em Brasília, a capital nacional da pizza!  Sim, a pizza tornou-se o símbolo de políticos gananciosos, de moral questionável, comprometidos apenas com o próprio bolso. Enquanto isto, a população sofre, sendo vítima dos piores criminosos.  E o que dizer do Poder Judiciário? É outra desgraça por causa dos maus elementos que ali militam, não a favor da justiça, mas contra ela!  Citando apenas um exemplo dos muitos que nos deixam revoltados e perplexos: Em dezembro de 2003 alguns skinheads obrigaram dois jovens a pular de um trem em movimento na cidade de Mogi das Cruzes. Um deles morreu de traumatismo craniano e o outro ficou mutilado, tendo perdido o braço direito. Depois de muito tempo, alguns desses monstros detestáveis foram julgados e condenados. Mas estão em liberdade favorecidos por habeas corpus do STF. Que lástima! Juízes da mais alta corte do país e que deveriam zelar pela justiça tornam-se cúmplices de criminosos. Fazem exatamente o contrário daquilo que a sociedade espera deles.  O resultado de tudo isto é um clima de violência, de ilegalidade e insegurança. Se um skinhead ou qualquer outro criminoso matasse um parente desses magistrados amigos de bandidos, a sua postura seria a mesma? Eles expediriam habeas corpus para livrá-lo da cadeia? Os skinheads, os traficantes, a chamada banda podre da polícia, e outros criminosos deveriam erguer um monumento em forma de pizza em homenagem a esses poíticos e magistarados sem escrúpulos que são os seus padrinhos. É isto mesmo. Bandidos fazendo leis para favorecer bandidos. E ministros do STF expedindo habeas corpus para livrar criminosos da cadeia. Mas no Poder Judiciário existem honrosas exceções. Por exemplo, a juíza Patrícia Acioli perdeu a vida enquanto procurava combater o crime organizado. Já houve outros juízes que foram mártires. Sim, eles morreram defendendo a justiça! Quando um juiz procura fazer justiça e defender a sociedade, se depara com um monturo de leis ordinárias que constituem um entrave à atuação da justiça! A verdadeira justiça é coisa rara neste país. Só se ouve dizer nos noticiários: o réu irá responder ao processo em liberdade, prisão domiciliar, o crime prescreveu [depois de vinte anos um crime prescreve] e outros mecanismos que mascaram a impunidade. Que maldição! Um país tão grande, de dimensões continentais, governado por gente dessa laia, porque governo não é somente o Poder Executivo, o mais criticado. O Legislativo e o Judiciário também são governo. Quão bom seria se tivéssemos um Legislativo e um Judiciário constituídos por pessoas dignas e responsáveis! Mais isto é impossível.

Quando ligamos a televisão para assistir ao noticiário, ficamos estarrecidos com o que acontece no mundo e, principalmente, no Brasil: corrupção política, o aumento assustador da violência, a impunidade dos criminosos, a bandidagem nas mais altas esferas da sociedade, e muito mais! O noticiário de hoje, 13-5-2011, nos trouxe algo revoltante. O Ministério da Educação, que deveria fazer jus a esse nome, aprovou um livreto que realmente pretende destruir a língua portuguesa. Como já sabemos, a educação no Brasil vai de mal a pior — falta de professores, professores mal pagos, evasão escolar, problemas no ENEM, e  uma infinidade de outros problemas. E agora, como se não bastasse tudo isto, vem essa porcaria que ensina os estudantes do Brasil a falar mal, uma verdadeira apologia ao analfabetismo! O livro tem o nome de Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender. A autora, Heloísa Ramos, que defende as inovações inconsequentes contidas nesse livreto, se quisesse voltar atrás e prestar um bom serviço à educação deste país, jogaria tal “obra” no lixo. A sua aprovação pelo MEC é um contrassenso, uma inversão de valores. Ela cita um exemplo de como se deve falar a bela língua de Camões — “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”. Há outros exemplos: “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Que coisa grotesca, obra de irresponsáveis! Como já sugerimos, o lugar de tal livreto é no lixo, e não na biblioteca de quem quer aprender a língua portuguesa. Que descaso com a educação do nosso povo! É Ministério da Educação ou Ministério da Picaretagem? Já tivemos neste país alguns ministros da educação cultos e responsáveis. Um exemplo positivo é o Dr. Gustavo Capanema. Mas isto já faz muito tempo. Que contraste!

A decisão histórica do Supremo Tribunal Federal de quinta-feira, 5 de maio de 2011, de reconhecer a união estável entre homossexuais no Brasil despertou, como era de se esperar, a reação de grupos religiosos que consideram tal decisão uma agressão à família.  A Procuradoria Geral da República e o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, trabalharam no sentido de que o STF reconhecesse o que já é um fato, pois existem muitos casais homossexuais, mas alguns dos seus direitos fundamentais lhes são negados. Os conservadores e fundamentalistas religiosos demonstraram sua desaprovação pela internet. Uma das principais armas dos fundamentalistas religiosos, que não querem reconhecer a igualdade de direitos de todos os cidadãos deste país, é a sua afirmativa de que “a Bíblia condena o homossexualismo”. Sim, mas há tantas outras coisas que a Bíblia condena e que não lhes desperta muito a atenção. Exemplos: a Bíblia condena o sexo pré-marital, condena as relações sexuais extra-conjugais e tantas outras coisas. A moral bíblica é muito mais rígida e mais profunda do que eles imaginam. Basta alguém “olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5:28). E os numerosos casos de pedofilia noticiados pela imprensa? O sexo pervertido não existe somente entre os homossexuais, mas é só neste caso que eles fazem tanto estardalhaço! Mas a moral bíblica vai muito além. Não é rígida somente no aspecto sexual, mas em todos os aspectos da conduta humana. Estrita honestidade — Deus não aceita nada menos do que isto. Existe certo “pastor” evangélico que já adquiriu notoriedade pela maneira como trata a questão homoafetiva. Ele se apresenta como um profeta de Deus e defensor dos valores da família e do Cristianismo. Participa de debates, prega out-doors em lugares bastante visíveis, etc. Está sempre malhando os gays. No entanto, esse mesmo “pastor” emprega meios nada escrupulosos para arrecadar dinheiro e enriquecer à custa de pessoas ignorantes e supersticiosas. Ele ensina as pessoas a comprar as bênçãos de Deus apresentando o falso evangelho da teologia da prosperidade. Para ele é, de fato, prosperidade. Consegue encher os bolsos. Está rico. Possui até avião! “Movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias” (2Pe 2:3). Esse mesmo “pastor”, devido à sua postura gananciosa e nada cristã, recebeu alguns epítetos curiosos: Silas Malacheia, Silas Maracutaia, etc. Para ele, o enriquecimento ilícito não é pecado! Se ele quiser ver uma tremenda harpia, grande hipócrita  e explorador, basta olhar no espelho. Mas o senhor Silas Maracutaia não é o único que faz do povo negócio com palavras fingidas. Há uma corja de “pastores” evangélicos que prosperam financeiramente explorando a boa-fé dos incautos. Jesus comparou os fariseus de Seus dias aos sepulcros caiados (Mt 23:27), formosos só na aparência. O que Ele diria dos fariseus de hoje? Os tais não têm autoridade moral para condenar os gays. Não estou querendo acusar nem defender os homossexuais, mas estou defendendo a igualdade de direitos garantida pela Constituição democrática. Ninguém deve ser considerado cidadão de segunda classe por causa da cor da pele, preferência religiosa ou orientação sexual. Portanto, a decisão do STF neste sentido foi uma decisão acertada. A laicidade do Estado brasileiro é outro fato que incomoda os religionistas. É muito melhor um país laico do que um país governado por fanáticos religiosos. Eles gostariam de governar e impor a sua vontade retrógrada, intolerante e autoritária. Mas os piores crimes registrados nas páginas da História foram cometidos por religiosos fanáticos: Idade Escura e Inquisição, matança de S. Bartolomeu, guerras de religião que ensanguentaram a Europa nos séculos XVI e XVII, uma infinidade de perseguições religiosas, são alguns exemplos. É muito melhor usar os textos bíblicos que apresentam a caridade e a tolerância do que empregar a Bíblia como um açoite para fustigar os outros e promover a violência e a intolerância.  Religionista hipócrita: “Tira primeiro a trave do teu olho  e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7:5).

Assisitndo ao noticiário, ouvimos certas afirmações que nos levam a reflitir sobre a questão anímica, como por exemplo: o repórter que estava fazendo a cobertura do casamento real do príncipe William e Catherine Middleton saiu-se com esta, afirmando que São Pedro cooperou com as atividades festivas do dia, porque não choveu. Mas esse repórter da TV Globo não é o único a fazer tal afirmação. Ouvimos isto reiteradas vezes. Mas, o que tem São Pedro a ver com as condições climáticas? É ele quem manda chuva ou sol, tornados, inundações, etc.? Esse Apóstolo de Cristo foi martirizado há quase dois mil anos, condenado pelo imperador Nero, o mesmo que condenou o Apóstolo Paulo a ser decapitado e levou à morte milhares de cristãos. Todos esses cristãos hoje se encontram no pó da terra, aguardando a manhã gloriosa da ressurreição, como afirmou o Apóstolo Paulo, prevendo a morte que se aproximava: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2Tm 4:7, 8). Não queremos nos delongar, mas se o grande Apóstolo dos Gentios esperava a recompensa por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, como podem outros afirmar que as pessoas ao morrerem vão para o Céu, inferno, purgatório, etc.? Outra “pérola” do dia: o caixão do Papa João Paulo II foi retirado do túmulo para se proceder à cerimônia de beatificação. E o que está por trás dessa beatificação? Alguém afirmou que foi curada do mal de Parkinson por intercessão de João Paulo II. Perguntamos: Pode o corpo sem vida do pontífice que morreu há mais de seis anos interceder pelos vivos? A resposta seria imediata: “Não é o corpo, mas a alma do Papa que intercede.” A alma? Aqui vemos a grande influência da filosofia grega sobre a religião cristã. Mas, para nós o que interessa é o que dizem as Escrituras Hebraicas: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Ec 9:5-6). Lemos acerca das igrejas caídas, que enganam milhões de pessoas, fazendo-as acreditar em idéias fúteis do paganismo: “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição” (Ap 18:3). O vinho da sua prostituição, sem dúvida, se refere às doutrinas falsas e pervertidas herdadas do paganismo. Em Apocalipse 17 nos é dito: “Os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição” (Ap 17:2). A comparação não nos deixa dúvidas. Como se porta uma pessoa embriagada? Ela age e fala de maneira inconsequente. Suas palavras também denunciam que se trata de alguém que está sob o efeito de bebida intoxicante. Assim agem os adeptos das igrejas da Cristandade que crêem nas doutrinas errôneas que lhes foram inculcadas na mente. É por isso que dizem que São Pedro manda chuva, que a intercessão de um morto cura as enfermidades dos vivos, e assim por diante. Mas estas bizarrices não se encontram somente nas doutrinas falsas ensinadas por essas igrejas. Quando passamos perto de uma igreja pentecostal ouvimos uma barulheira infernal. Pessoas gesticulando, pulando, pronunciando palavras desconexas. Eles afirmam ser isto o dom de línguas! Quando o “espírito” baixa é uma gritaria que se pode ouvir de longe. Que espetáculo grotesco! É alegria e divertimento para o príncipe das trevas. Mas as pobres almas iludidas acreditam ser isto a manfestação do Espírito Santo! Poderia haver maior ilusão? E o que dizer dos dirigentes religiosos que exploram a boa-fé de uma população ignorante, prometendo prosperidade aos que lhes entregam os seus minguados recursos? Cremos que em um dia não muito distante Deus entrará em juízo contra os dirigentes enganadores das falsas igrejas da Cristandade, tanto do setor católico quanto do setor protestante de Babilôna, a mãe e suas filhas. Veja Apocalipse 17:5.

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