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Archive for abril \27\UTC 2012

Cegueira espiritual incurável

Frequentemente ouvimos do clero católico a afirmação de que o apóstolo Pedro foi o primeiro papa. Apesar da ausência de comprovação bíblica e histórica, tal idéia é crida por milhões de pessoas. Uma interpretação equivocada das palavras de Jesus em resposta à confissão de Pedro [veja Mateus 16:16-19] é muitas vezes usada para confirmar a suposta investidura de Pedro como o primeiro papa e a pedra sobre a qual a Igreja está construída. O próprio testemunho do apóstolo Pedro de que  a Igreja está construída sobre Cristo, que é a Rocha, não tem importância para os católicos. Também eles lançam mão da ordem de Cristo dada a Pedro para que apascentasse as ovelhas, conforme lemos em João 21:15-17, a fim de afirmar que Pedro foi investido por Cristo como o primeiro papa. Mas este texto joanino deve ser interpretado à luz do seu contexto. Pedro havia recentemente  negado a Cristo  três vezes  e estava profundamente arrependido. Não é fácil avaliar a condição mental de Pedro. Jesus queria a  reabilitação do discípulo arrependido  que havia falhado tão deploravelmente, assegurando-lhe a aceitação do seu arrependimento.  Este é o motivo de Jesus nessa ocasião ter-se dirigido pessoalmente a Pedro, ordenando-lhe que apascentasse as ovelhas e os cordeiros.  Não é nenhuma investidura de Pedro como papa.  Mas a maior prova de que Pedro nunca foi papa temos ao comparar os ensinos de Pedro com os do papado. Por exemplo: Pedro acreditava na historicidade e literalidade do relato bíblico da Criação e do Dilúvio universal. Diz ele, falando dos escarnecedores dos últimos dias: “Eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água, e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios” (2 Pedro 3:5-7). Está muito claro que Pedro considerava a Criação e o Dilúvio como fatos históricos e não alegoria como afirma o papado.  Quanto à veracidade do Dilúvio, que papistas e evolucionistas negam, pode ser comprovada pela fossilização de animais e de florestas inteiras.  A fossilização não acontece em circunstâncias normais. Os animais mortos que são sepultados se decompõem. A fossilização só ocorre quando há um soterramento repentino como aconteceu na catástofe do Dilúvio. Quais são as consequências de se aceitar o relato histórico da Criação e da Queda do homem como alegoria? Isto interfere na fé no sacrifício expiatório de Cristo para redimir Adão e seus descendentes. Se Adão nunca existiu, é apenas uma alegoria, como afirma o papado, que valor tem o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário para a redenção do ser humano? O verdadeiro Cristianismo jamais abrirá mão do fato de que a história da redenção tem um fundamento veterotestamental. Cristo não morreu para salvar um símio, um antropóide evolucionado ou coisa semelhante, mas um ser humano criado à imagem de Deus. Nem teve Deus de esperar milhões de anos até que um ser unicelular se desenvolvesse chegando à condição de primata para pôr nele uma alma. Este é o deus impotente e imperfeito do Catolicismo Romano, o qual pretende harmonizar os postulados do evolucionismo com os da sua religião. O próprio Cristo se referiu à criação do ser humano como um fato histórico ao mencionar que Deus criou o primeiro casal como macho e fêmea [veja Mateus 19:4-6). Também Jesus se referiu ao Dilúvio como um fato histórico [veja Mateus 24:37-39). Mas para o Romanismo e o seu pontífice “infalível” Darwin tem mais credibilidade do que Jesus Cristo!   O apóstolo Paulo também se refere à queda de Adão e à entrada do pecado no mundo como um fato histórico [veja Romanos 5:12-14). Em sua primeira Epístola aos Coríntios, Paulo fala de Cristo como o segundo Adão. Se Cristo é o segundo Adão, isto é uma prova irrefutável de que o primeiro Adão existiu. Diz o texto inspirado: “Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante” (1 Coríntios 15:45). Alegoria coisa nenhuma! Isto é uma mentira do arquienganador, que se serve do papado como o seu principal instrumento para iludir as pessoas.  Se o relato da Criação, encontrado nos primeiros capítulos de Gênesis, é uma alegoria, perguntamos: Onde termina a alegoria e onde começa o relato histórico? Se os capítulos iniciais são alegóricos, também o é a continuação do relato. Neste caso, a vocação de Abraão, sua estada no Egito, o retorno para Canaã, a migração dos descendentes de Jacó para o Egito, o Êxodo, e assim por diante, são tudo alegoria, porque são a continuação da história! Quando o papa abre a boca e solta uma asneira, todo o orbe católico, incluindo sacerdotes, teológos, bispos, arcebispos, cardeais, doutores de universidades, aceitam tal sandice como pronunciamento infalível porque, infelizmente, o papado conseguiu colocar na cabeça de seus seguidores iludidos e fanatizados a idéia de que o papa é infalível e, portanto, não pode errar. Os que rejeitam tal dogma são considerados hereges. Em face dos ensinamentos dogmáticos do papado, Pedro não passa de um grande herege. Os que ensinam as mesmas doutrinas do apóstolo Pedro são considerados heréticos. Veja mais um ensinamento de Pedro que contrasta com os do papado. Falando de Cristo, ele diz: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:11 e 12). Veja como o “herege” Pedro não fala absolutamente nada acerca da Virgem Maria como co-redentora e muito menos dos “santos” como mediadores! E assim iríamos longe se quiséssemos comentar cada uma das “heresias” do apóstolo Pedro. Também o apóstolo Paulo seria outro “herege” porque afirma que a Igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Jesus Cristo a principal pedra de esquina” (Efésios 2:20). Não diz que a Igreja está edificada sobre Pedro! Os romanistas gostam de citar as palavras atribuídas a Cipriano, bispo de Cartago, que viveu no terceiro século, quando a Igreja Romana nem existia. Era ainda a igreja primitiva:  Extra ecclesiam, nulla salus [fora da Igreja não há salvação]. Não faz muito tempo, falando em um encontro de estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico, o Papa Bento XVI afirmou que somente a Igreja Católica pode interpretar “autenticamente a Bíblia” e chegou ao ponto de afirmar, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, que “sem fé e a tradição da Igreja a Bíblia torna-se um livro lacrado.” É uma das características dos regimes totalitários a manipulação da informação. Mas a própria Bíblia lança por terra esta pretensão do chefe do Romanismo. Em Atos 17:11 os bereanos são elogiados porque examinavam as Escrituras para se certificarem do que tinham ouvido dos apóstolos. Diz o texto: “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escritruras se estas coisas eram assim.” Paulo, falando a Timóteo, seu filho espiritual, diz: “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15). E o último livro da Bíblia pronuncia uma bênção aos que o lêem: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). Não existe a mínima sugestão de que foi concedido ao clero o monopólio de interpretar as Escrituras. É aí que se encontram os maiores erros do poder papal. O papado embriagou a Cristandade com a pagã e diabólica doutrina da imortalidade da alma e da consciência do ser humano na morte. É nesta falsa doutrina que ele baseia a intercessão dos santos, o purgatório, o inferno de fogo eterno e muitas outras monstruosas heresias. Não é somente a Igreja-mãe, a Babilônia de Apocalipse 17, que se afasta tanto dos ensinamentos da Bíblia. O setor protestante de Babilônia  faz o mesmo. Apesar de Lutero não acreditar na doutrina pagã da consciência do ser humano na morte, conforme vemos em seu comentário sobre Eclesiastes, as igrejas que se dizem reformadas, infelizmente, foram embriagadas com esta doutrina satânica, que é a base de toda religião falsa e pagã. Mas pouco antes de partir, Jesus deixou com os discípulos a promessa da Sua vinda, conforme lemos em João 14:1-3, especialmente o verso 3: “E, se eu for, e vos preparar lugar, voltarei, e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” Segundo a doutrina de Babilônia, os mortos já estão no Céu. Neste caso, Cristo viria à Terra buscar os que já se encontram na bem-aventurança do lar celestial. Isto nos dá uma idéia de  quão absurda e irracional é a heresia da consciência do ser humano na morte!  Os adeptos da Babilônia-mãe recitam as palavras do Credo sem saberem o que estão falando, pois o Credo católico, que não é católico romano, porque não ensina as falsas doutrinas do Romanismo, diz que Jesus Cristo “está assentado à mão direita de Deus Pai, Todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.” Ora, se os mortos já estão no Céu ou se contorcendo nas chamas do inferno, como ensinam os dogmas do papado, que sentido teria Cristo vir à Terra para julgar os vivos e os mortos? Se eles já estão no Céu ou no inferno é porque  já foram julgados dignos de cada um destes lugares.  A fim de sair deste impasse, a Igreja-mãe inventou a heresia do juízo particular. Mas em lugar nenhum tal ensino é encontrado na Bíblia. Disse Paulo, dirigindo-se aos sábios no Aréopago de Atenas: “porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo” (Atos 17:31). É próprio de Babilônia, tanto do setor católico romano qaanto do setor protestante, chamar a sã doutrina de heresia e defender doutrinas diabólicas como se fossem verdades reveladas. “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal” (Isaías 5:20). Não se pode avaliar os males causados pela abominável heresia da consciência do ser humano na morte e do tormento eterno. Quando acompanhamos um funeral, principalmente o de  uma pessoa querida, isto é para nós um momento de tristeza e reflexão. Mas, e se a pessoa não morreu em estado de graça? De acordo com os ensinamentos do Cristianismo apostatado, logo que a pessoa exala o último suspiro é entregue às chamas do inferno onde irá sofrer pelos séculos e milênios sem fim da eternidade. E, segundo estes mesmos ensinos, Cristo no dia do juízo irá convocar os que estão perdidos do seu lugar de tormento, uns há centenas, outros há milhares de anos,  para ouvir a sentença: “Apartai-vos de mim para o fogo eterno!” Isto nos leva a indagar: Como pode, em pleno século 21, quando o ser humano tanto se orgulha do seu progresso científico e tecnológico, haver alguém que acredite em idéias tão absurdas? Mas, o papa falou, está falado. Ele é infalível. Roma locuta, causa finita. O deus do Romanismo e do protestantismo apostatado é o pior dos torturadores e  não é melhor do que o diabo. Na verdade, é o próprio diabo! Em lugar nenhum a Bíblia afirma que o ser humano foi criado com uma alma imortal. Adão não podia transmitir aos seus descendentes aquilo que  não possuía. E todos morrem em Adão. Mas a doutrina da imortalidade condicional é uma doutrina bíblica. Os cristãos são exortados a buscar a incorrupção, incorruptibilidade, ou imortalidade, segundo outra versão [veja Romanos 2:7). Não são exortados a buscar algo que já possuem. E quando será concedida aos verdadeiros seguidores de Cristo o inestimável dom da imortalidade? Paulo responde a esta pergunta em 1 Coríntios 15, o capítulo da ressurreição, o qual lança por terra todas as doutrinas babilônicas relacionadas com a morte: “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória [1 Coríntios 15:52-54). Mas os teólogos de Babilônia ensinam aos seus seguidores, não a sã doutrina que encontramos na Bíblia, mas o dualismo pagão: corpo-alma; matéria-espírito. Neste mesmo capítulo, diz Paulo nos versos 16 a 18: “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.” Mas, se estão no Céu, como afirmam os teólogos e pregadores de Babilônia, como estão perdidos? Se os mortos já estivessem no Céu nem seria necessário ressurreição. Nem os apóstolos dariam tanta ênfase à esperança cristã da ressurreição. É preciso muita caturrice e muita cegueira espiritual para não enxergar este fato. Mas os teólogos e falsos pastores de Babilônia preferem continuar enganando o povo com o erro pagão e satânico da consciência do ser humano na morte, pois se ousassem ensinar a verdade, seriam considerados hereges e perderiam os seus privilégios. Mas em Babilônia, que são as igrejas caídas da Cristandade, que ensinam o erro, existem pessoas sinceras e tementes a Deus. Tais pessoas se encontram tanto no setor católico quanto no setor protestante de Babilônia. Portanto,  faz muito sentido o convite divino que se encontra em Apocalipse 18:4: ´”Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.”  Tal convite está em assinalado contraste com a pretensão de que fora da Igreja Romana não existe salvação. É exatamente o contrário! No verdadeiro Cristianismo, a salvação está em uma Pessoa, Cristo Jesus, e não numa igreja ou sistema religioso, o qual apresenta a religião cristã de uma forma tão deturpada! À medida que o fim  se aproxima e se avolumam os pecados da grande Babilônia, este convite será transformado em um alto clamor e milhares dos que ainda se encontram nas igrejas caídas sairão de lá e se unirão ao verdadeiro povo de Deus, o qual guarda os Seus mandamentos e está se preparando para a segunda vinda de Cristo.  Este é o verdadeiro ecumenismo. As pessoas se unem em torno de Cristo e dos ensinamentos da Bíblia e não em torno das falsidades do anticristo. Todas as igrejas que aceitam os ensinamentos do anticristo, principalmente os dois grandes erros: a imortalidade da alma e a santidade do domingo, constituem a grande Babilônia, e o povo de Deus que lá ainda se encontra, é exortado a sair. Milhares atenderão ao convite, mas um número bem maior preferirá continuar na grande Babilônia, para sua perdição eterna. Estes amam o pecado e as mentiras de Babilônia, e lá permanecerão!  Sendo que os teólogos de Babilônia se utilizam de alguns textos bíblicos que “parecem” provar a mentira da consciência do ser humano na morte, seria bom analisar, ainda que sucintamente, alguns desses textos. Eles usam e abusam da promessa de Jesus ao ladrão arrependido, conforme se encontra em Lucas 23:43. “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Infelizmente, é o que encontramos na maioria das traduções. É claro que houve um deliberado erro de tradução. O tradutor traduziu de acordo com as suas idéias preconcebidas, sem levar em conta o contexto.  O que encontramos em João 19:31-34 é que os judeus, sendo o dia da preparação, foram e quebraram as pernas dos crucificados, exceto as de Jesus, que já estava morto. Para os judeus, o dia terminava no pôr-do-sol e não à meia noite. Acaso o ladrão arrependido já se encontrava no paraíso antes do pôr-do-sol daquela sexta-feira? O contexto mostra claramente que não. Outro versículo mostra que quando foram pedir o corpo de Jesus a Pilatos, este se admirou de que Jesus já estivesse morto (veja Marcos 15:44). Se Pilatos, que estava acostumado com crucifixões, se admirou de que Jesus tivesse morrido naquele mesmo dia, é uma prova de que os malfeitores que com Ele foram crucificados não morreram naquele dia! A morte por crucifixão era um processo lento e doloroso, e o condenado às vezes ficava agonizando três dias ou mais! O próprio fato de terem quebrado as pernas aos  condenados é mais uma prova de que naquele pôr-do-sol eles ainda estavam vivos. Também na manhã da ressurreição, Jesus disse a Maria Madalena: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai” (João 20:17). Portanto, segundo esta tradução equivocada, o ladrão arrependido teria subido para o paraíso na sexta-feira, precedendo o próprio Cristo! — traduttore, traditore!  A desonestidade na tradução é mais frequente na tradução dos textos bíblicos do que na tradução secular! E as tais de revisões? Na maioria das traduções, diz o texto de 2 Pedro 2:9: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e resevar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados.” Com o intuito de favorecer a diabólica doutrina da consciência do ser humano na morte, a Versão Almeida Revista e Atualizada [ou melhor, Revista e Adulterada] alterou este e outros textos. Essa tradução tendenciosa diz o seguinte: “é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o dia de juízo.” Outro texto que eles usam para defender a doutrina da consciência do ser humano na morte é aquele que fala da presença de Moisés no Monte da Transfiguração (veja Mateus 17:1-13; Marcos 9:1-13 e Lucas 9:28-36). Sendo que Moisés morreu e foi sepultado, conforme encontramos o relato em Deuteronômio 34, concluem eles, está aí uma prova de que o ser humano tem uma alma imortal e que continua consciente depois da morte. Mas eles se esquecem de que Moisés morreu mas ressuscitou, conforme lemos em Judas verso 9. Não teria sentido o arcanjo Miguel contender com o diabo acerca de um corpo morto, se não se tratasse de sua ressurreição. Também lemos em Romanos 5:14 que “a morte reinou desde Adão até Moisés.” Ressuscitando Moisés, Cristo mostrou pela primeira vez o Seu poder sobre a morte. Por isso é dito que a morte reinou desde Adão até Moisés. A Transfiguração era uma representação do reino de Deus: Elias, que fora trasladado sem passar pela morte, representava os que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo e não precederão os que dormem (veja 1 Tessalonicenses 4:15). Moisés representava os salvos que irão ressuscitar. Ele não era nenhum espírito desencarnado, como ensinam os enganadores de Babilônia, mas um ser real, com um corpo glorificado, o mesmo corpo que terão os redimidos na ressurreição!  Note que Jesus era um ser real, transfigurado; Elias era real; os discípulos eram reais. Por que seria Moisés um espírito desencarnado? Seria a Transfiguração uma sessão espírita? É claro que não. Esse glorioso incidente prova, não a doutrina da consciência do ser humano na morte, mas a doutrina da ressurreição. Outro texto que os teólogos e pregadores de Babilônia usam para tentar “provar” a mentira da consciência do ser humano na morte é a parábola do rico e Lázaro, que se encontra em Lucas 16:19-31. O enredo é mais ou menos o seguinte: Um homem muito rico vestia-se de púrpura e de linho finíssimo e tinha todo o conforto que se poderia desejar. Mas em casa do rico havia um mendigo chamado Lázaro, que se alimentava das migalhas que caíam da mesa do rico. Lázaro, ao morrer, foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; o rico morreu e foi mandado para o inferno. Estando no lugar de tormento, ele rogou a Abraão que mandasse Lázaro molhar na água a ponta do seu dedo e lhe refrescasse a língua, estando ele atormentado naquela chama. Abraão o lembrou de que ele havia recebido seus bens em vida e Lázaro somente males. Agora Lázaro era consolado e o rico atormentado. Abraão também lhe disse que estava posto um grande abismo entre eles, de sorte que era impossível os que estavam no seio de Abraão dirigir-se ao inferno, e muito menos o contrário. O rico fez outro pedido a Abraão, que lhe foi negado. Pediu-lhe que enviasse Lázaro à casa de seu pai a fim de advertir os seus cinco irmãos, para que eles não viessem parar no mesmo lugar de tormento. Abraão lhe disse que seus irmãos deviam ouvir Moisés e os profetas. Respondendo-lhe o rico que se algum dos mortos fosse ter com eles, seus irmãos se arrependeriam, Abraão lhe respondeu que mesmo que alguém ressuscitasse, se não ouvem a Moisés e os profetas, eles não creriam. Aqui temos precisamente o inverso do que tratamos anteriormente. Tentamos mostrar a estultícia do papado em afirmar que o relato histórico da Criação é uma alegoria. Aqui querem se utilizar de uma alegoria para provar a doutrina pagã da imortalidade e do tormento eterno! Admira-nos que o rico tenha ido parar no inferno, porque esse rico da parábola era muito mais humano do que tantos outros ricos que existem por aí e que não suportam a presença de pobres.  Faz algum tempo, ouvimos pelo Jornal Nacional a revoltante notícia de que em Brasília um celerado assassinou dois moradores de rua só porque estavam perto da sua residência! O rico da parábola era bem diferente. Permitia que o mendigo comesse à sua mesa, sem o incomodar. Ora, migalha de rico é banquete para uma pessoa muito pobre!  Os que acham que essa alegoria ensina a doutrina do tormento eterno, teriam de responder a algumas indagações:  1. O Céu e o inferno se acham tão perto um do outro que permitem uma conversação entre duas pessoas?  [o próprio Abraão da parábola diz que entre eles há um grande abismo].  2. Se a parábola deve ser tomada em sentido literal, então o seio de Abraão é literal. Neste caso, Abraão deveria ter um seio descomunal para nele caber os remidos de todos os séculos. Seria um seio maior do que São Paulo, Cidade do México e Nova Iorque juntas? Que absurdo!   4. E os justos que morreram antes que Abraão existisse, como Abel, Sete, Noé, foram para que seio?   5. E Abraão quando morreu, foi para o seu próprio seio?  Sendo que estas perguntas não podem ser respondidas, não tem sentido insistir na fábula judaica do seio de Abraão para ensinar a doutrina da consciência do ser humano na morte.  Devemos entendar a figura da prosopopéia ou personificação. Exemplo: Em Juízes, capítulo 9, versículo 8, lemos: “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.”  Ora, um morto falar não é menos improvável e impossível do que uma árvore falar! Isto só acontece na linguagem figurada!  Eles também se utilizam de Eclesiastes 12:7 para provar a sua falsa doutrina. Diz o texto na Versão Almeida: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Temos novamente um erro de tradução. Também neste exemplo o tradutor traduziu de acordo com as suas idéias preconcebidas. A Bíblia  Sagrada, Edição Pastoral, das Edições Paulinas, assim traduz este texto: “Então o pó volta para a terra de onde veio, e o sopro vital retorna para Deus que o concedeu.” Esta tradução concorda com Gênesis 2:7, onde diz que Deus “formou o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” Esta é a tradução correta!  Se o “espírito” deste texto, conforme a Versão Almeida, é uma entidade consciente, neste caso Salomão estaria ensinando a doutrina universalista, segundo a qual todos serão salvos.  Mas não é assim: O que deixa o ser humano por ocasião da morte é o sopro vital ou fôlego da vida, que todos possuem, bons e maus, justos e injustos. Esse fôlego da vida não é uma entidade consciente; não tem autonomia separado do corpo. O ser humano não tem uma alma. Ele é uma alma enquanto está vivo, respirando. Depois de morto é apenas pó. O pó da terra sozinho não é uma alma; o fôlego da vida sozinho não é uma alma. A junção dos dois é que forma uma alma vivente [veja Gênesis 2:7). Quando estes dois elementos se separam por ocasião da morte, a alma deixa de existir. Portanto, a única esperança de vida futura está na ressurreição [veja 1 Coríntios 15:13-19].  A parte consciente, a parte pensante do ser humano está no cérebro, não em uma suposta alma imaterial ou espírito desencarnado, como ensina a teologia de Babilônia, que herdou esta ideia do paganismo grego. Quando o cérebro morre, o resultado é de completa inconsciência. Esta é a condição do ser humano na morte [veja Eclesiastes 9:5, 6 e 10]. Outro texto que os pregadores de Babilônia gostam de usar para defender a sua doutrina diabólica é o que se encontra em Filipenses 1:23: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.” Cremos que o “partir” representa a morte, mas o “estar com Cristo” é um acontecimento distinto e separado. O tempo não me permite mais delongas, mas perguntamos: Quando Paulo esperava estar com Cristo?  O próprio Paulo responde a esta pergunta em 1 Tessalonicenses 4. Depois de mencionar a volta de Jesus e a ressurreição, diz o apóstolo: “E assim estaremos sempre com o Senhor (verso 17).  Não tem nada de consciência do ser humano na morte. Diz o mesmo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2:1: Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele.”   Concluindo, dizemos que se um texto bíblico “parece” favorecer a doutrina pagã e satânica da consciência do ser humano na morte, ele deve ser lido à luz do seu contexto e não como passagem isolada; de preferência em mais de uma tradução bíblica em face da desonestidade de certos tradutores que querem favorecer a teologia de Babilônia. Ou o texto foi mal traduzido, ou foi mal compreendido e mal interpretado. Devemos ter muito cuidado para não sermos enganados e levados em volta por todo o vento de doutrina.  

 

 

 

 

 

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