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Archive for janeiro \10\UTC 2012

O império da mentira e da roubalheira

Apesar de os políticos receberem merecidas críticas, não é no mundo da política nem dos negócios que se encontram os maiores enganadores. É, sem dúvida, nas denominações religiosas, principalmente naquelas que professam o Cristianismo. É incrível os meios de que se utilizam os dirigentes religiosos para iludir as multidões ignorantes e supersticiosas e arrecadar delas o máximo possível. Nos comentários dos internautas postados em vários sites da internet, aparecem os nomes de alguns desses impostores: Pedir Mais Cedo, Rouba Rouba Soares, Silas Malacheia, Valdemiro Sandiabo, e outros.  Tais dirigentes religiosos pertencem ao protestantismo apostatado, mais especificamente ao pentecostalismo e neopentecostalismo, os quais exibem seus falsos milagres, seu espúrio e grotesco dom de línguas, seus cultos espalhafatosos, etc.  Conseguem inventar uma porção de tolices para iludir os trouxas. Algumas delas são: pedras da tumba de Jesus, água benta do rio Jordão, rosa milagrosa, desencapetamento, fogueira santa de Israel, fogueira santa do monte Sinai, óleo de Israel, etc.  A arrecadação de alguns desses enganadores é tão grande que eles conseguem comprar até canais de TV, dos quais se utilizam para difundir com mais êxito as suas falcatruas. Podem pertencer a denominações religiosas diferentes, mas o método utilizado para enganar é o mesmo: conseguem pôr na cabeça de seus seguidores iludidos os ensinamentos da Bíblia de uma forma deturpada.  Por exemplo: quando lhes é chamada a atenção para o quarto mandamento da Lei de Deus, eles afirmam que o  sábado  é do Antigo Testamento e que foi abolido. Mas, incoerentemente, procuram exaltar o dízimo porque o mesmo rende dinheiro, e buscam um suposto apoio para o dízimo no Novo Testamento. Entretanto, o Novo Testamento menciona muito mais o sábado do que o dízimo. As duas vezes em que Jesus faz menção do dízimo, o faz em conexão com os fariseus, conforme lemos em Mateus 23:23, texto que eles gostam muito de citar porque lhes interessa.  É uma religião de conveniência. Procuram promover o dízimo porque rende dividendos financeiros e, ao mesmo tempo, pisam com pés profanos o dia que Deus abençoou e santificou e que faz parte do Decálogo. Se Cristo aboliu o sábado, como eles ensinam, então só existem nove mandamentos. Onde encontramos nas Escrituras tal aberração? Jesus  defendeu a integridade da lei divina quando afirmou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas 16:17).  Na parábola do fariseu e do publicano, que se encontra em Lucas 18:9-14, o fariseu é apresentado como um fiel dizimista: “dou o diízmo de tudo quanto possuo” (verso 12).  Voltando a Mateus 23:23, vemos que Jesus se dirigiu a fariseus. Não eram Seus seguidores, e isto ocorreu antes da Cruz. No livro Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, onde é descrita a organização e desenvolvimento da igreja primitiva, depois da ascensão de Cristo, não aparece nenhuma vez o dízimo. O sistema utilizado era outro: “Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” (Atos 4:34 e 35). O autor da Epistola aos Hebreus volta a falar no dízimo. Não estamos querendo condenar o uso legítimo do dízimo que, apesar de ser uma instituição do Antigo Testamento, pode ser utilizado porque o apóstolo Paulo nos afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (veja 2 Timóteo 3:16). Quando Paulo escreveu estas palavras, nem existia o Novo Testamento. Estamos apenas procurando mostrar a incoerência dos impostores que, afirmando que o Antigo Testamento foi abolido, se utilizam do dízimo e do sistema de ofertas para arrecadar dinheiro. Mas a verdadeira igreja de Deus, que prega o evangelho não adulterado a todas as nações, preparando um povo para a volta de Jesus, usa o dízimo para o sustento do seu ministério. Neste caso o emprego do dízimo é correto e devemos apoiar, porque a finalidade não é encher os bolsos de pastores corruptos e que pregam a falsidade, como os pregadores de Babilônia. Portanto, não estamos condenando o uso legítimo do dízimo, mas a sua distorção, que visa enriquecer os dirigentes religiosos corruptos. Até agora falamos das igrejas do protestantismo decaído, das filhas da igreja-mãe católica romana, a igreja que tem a sua sede na cidade das sete colinas (veja Apocalipse 17:9). Ali também a situação é terrível. Prolifera o engano. Milhões de pessoas são levadas a crer em superstições e doutrinas do paganismo: consciência do ser humano na morte, purgatório, intercessão de pessaos falecidas em prol dos vivos. São os chamados santos canonizados pelo papado. O sistema de canonização teve início no final do décimo século,  quando o Papa João XV canonizou S. Ulrico, bispo de Augusta (ou Augsburgo). Mas o culto dos “santos” mortos recebe em Apocalipse o nome de feitiçaria: “porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria” (Apocalipse 18:23). É, de fato, feitiçaria, pois os mortos estão inconscientes (veja Eclesiastes 9:5, 6 e 10).  É absolutamente impossível os mortos terem qualquer comunicação com os vivos. Eles dormem no pó da terra até à ressurreição (veja Daniel 12:2). Milhões de pessaos são levadas a acreditar que os supostos santos falecidos estão no Céu intercedendo pelos vivos. Quanta mentira! Quanta embromação! Não é sem motivo que Babilônia é acusada de embriagar os habitantes da Terra com o vinho da sua prostituição [que são as suas falsas doutrians, de origem pagã e satânica]. Mas, em vez de acreditar nas imposturas de Babilônia, tanto do setor católico romano quanto do setor protestante, cremos nas palavras de Jesus: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28 e 29). Babilônia substituiu a bem-aventurada esperança da volta de Jesus e da ressurreição pelas fábulas do paganismo. É o império da falsidade, que o verdadeiro Cristianismo rejeita!

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