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Archive for abril \30\UTC 2010

Crime e impunidade

Crime e impunidade

A lamentável decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal pelo não acolhimento “da ação da OAB que cobrava uma interpretação mais clara sobre o que foi considerado na norma como perdão aos crimes ‘de qualquer natureza’ quando relacionados aos crimes  políticos ou praticados por motivação política.”

“A OAB pedia ao Supremo que a anistia não fosse estendida aos autores de crimes comuns praticados por agentes públicos acusados de homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, lesões corporais, estupro e atentado violento ao pudor contra opositores ao regime político da época. ”

Ao lermos tal notícia, nos lembramos de que na Argentina também houve ditadura militar e crimes cometidos contra pessoas contrárias ao regime, mas lá os autores dos crimes foram punidos, não se poupando nem mesmo o chefe do governo da época. Será que os argumentos apresentados por aqueles que  votaram a favor da anistia de torturadores convencem os parentes dos que foram vítimas dessas serpentes venenosas?  É claro que não!   Embora tenhamos todo respeito pela Justiça como Instituição, lamentamos profundamente a decisão tomada por magistrados que querem encobrir os piores crimes apresentando argumentos que não convencem. Tudo isto constitui um verdadeiro incentivo à prática do crime.

O ministro Carlos Aires Brito definiu com muita propriedade o que é um torturador: “Um torturador não comete crime político. Um torturador é um monstro, é um desnaturado, é um tarado. Um torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso sofrimento alheio perpetrado por ele. É uma espécie de cascavel de ferocidade tal que morde ao som dos próprios chocalhos. Não se pode ter condescendência com um torturador.”

É uma pena que a maioria dos ministros do STF não tivessem a mesma visão do que realmente é um torturador!

“A Lei de Anistia (Lei 6.683/79 foi proposta pelo presidente João Baptista Figueiredo e beneficiou os que tiveram direitos políticos suspensos, servidores públicos, militares, dirigentes e representantes sindicais punidos com fundamento nos atos institucionais — conhecidos como AI — e complementares do regime militar.”

A ministra Ellen Gracie afirmou “que não é possível viver retroativamente a história.”

Se não é possível viver retroativamente a história, o criminoso de ontem é hoje uma pessoa isenta de culpa!  São esquecidos todos os seus crimes, por mais revoltantes e detestáveis que sejam.

Não nos é possível olhar para um torturador como se fosse um homem de bem, simplesmente porque os seus crimes foram cometidos no passado. Criminoso é criminoso e, quando o crime não recebe a penalidade correspondente, não se pode falar que houve justiça. Não se pode construir uma sociedade justa baseada na impunidade dos piores assassinos!

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A verdadeira e as falsas teorias sobre o milênio

 A palavra milênio vem do latim mille [mil] e annum [ano]. O equivalente grego seria quiliasmo [de quilia, que também significa mil]. Este assunto escatológico já se encontrava nos escritos de Papias, bispo de Hierápolis, discípulo do Apóstolo João, e nos escritos de outros Pais da Igreja, como Irineu, Justino Mártir, e na apócrifa Epístola de Barnabé.  O tempo e o espaço não nos permitem entrar em detalhes sobre as diversas ideias concernentes ao assunto. Mas destacamos, sucintamente, as principais.  

1. Pré-milenismo – ensina que a vinda pessoal e visível de Cristo ocorrerá antes do milênio. Entre os pré-milenistas há os que creem num rapto ou arrebatamento pré-tribulacional, medo-tribulacional e pós-tribulacional. É principalmente os pre-tribulacionais ou pré-tribulacionistas que defendem a errônea e antibíblica teoria do arrebatamento secreto. Os pré-milenistas dispensacionalistas colocam o arrebatamento não na Segunda Vinda, mas no princípio da tribulação de sete anos. O pré-milenismo baseia-se numa interpretação literal de Apocalipse 20.

2. O pós-milenismo é a escola escatológica que defende que Cristo virá pela segunda vez ao término do milênio. Entre eles há aqueles que sustentam que o reino de Deus está sendo agora estendido ao mundo através da pregação do evangelho.

3. Amilenismo é a visão do eskaton [as últimas coisas] defendida por aqueles que afirmam que a Bíblia não prediz um milênio ou período de paz e justiça na Terra antes do fim do mundo. Ensinam que haverá um paralelo e contemporâneo desenvolvimento do bem e do mal — o reino de Deus e o de Satanás; também creem que na Segunda Vinda ocorrerão a ressurreição e o julgamento, seguidos por uma eterna ordem de coisas — o absoluto e perfeito reino de Deus, no qual não haverá mais morte, sofrimento ou dor.

Neste assunto, dois pontos de vista se destacam: os que afirmam que Cristo virá para reinar aqui na Terra durante um milênio temporal e aqueles que, baseados em numerosas passagens bíblicas, creem que o reinado de mil anos será no Céu — Cristo e os remidos de todos os séculos. Esses defendem que durante o período de mil anos a Terra estará em uma condição de caos e desolação total. Todos os justos estarão com Cristo no Céu e os ímpios mortos aqui na Terra. Aqueles que criticam este ponto de vista tomam ao pé da letra os primeiros três versículos do capítulo 20 de Apocalipse:

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”

Afirmam eles, combatendo a ideia de que o milênio será no Céu e defendendo a teoria do milênio temporal aqui na Terra:  “Não tem sentido prender o diabo para que não mais engane as nações, sendo que a Terra está desolada e todos estão mortos.” Mas estes se esquecem de que as profecias apocalípticas em sua maioria são simbólicas e não devem ser tomadas ao pé da letra. Prender Satanás com uma cadeia?  Aqui podemos ver a puerilidade desta interpretação. Mesmo  que se pudesse prender o diabo, isto  não resolveria o problema, porque ele tem milhões de anjos e estes continuariam a rebelião. Portanto, seriam necessárias milhões de correntes para prender todos os anjos maus e permitir que os crentes na teoria do milênio temporal pudessem ficar em paz. Que interpretação mais ridícula!  Realmente, Satanás estará preso por uma cadeia de circunstâncias. A sua atividade durante milhares de anos foi sempre enganar e arruinar a vida dos seres humanos. Mas durante o milênio, na Terra desolada, ele não terá ninguém a quem tentar. Por que?

1. Todos os justos ressuscitam e são levados para o Céu por ocasião da Segunda Vinda. A Bíblia é muito clara quanto a isto. Em 1 Tessalonicenses 4:16 e 17  está escrito que os mortos em Cristo ressuscitarão e serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares. Este texto mostra claramente que os ressuscitados não ficam na Terra. São arrebatados. Isto está de acordo com a promessa feita por Jesus aos Seus discípulos pouco antes de partir, a qual se encontra em João 14:1-3.

2. Os santos vivos serão também arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares, conforme o verso 17 do capítulo 4 de 1 Tessalonicenses.  Não confunda este arrebatamento por ocasião da Segunda Vinda com a falsa profecia do arrebatamento secreto, contrária aos ensinamentos das Escrituras. Não existe nada de secreto. A teoria do arrebatamento secreto surgiu no século dezenove e faz parte de outras ideias equivocadas do Dispensacionalismo, como a volta dos judeus ao sistema teocrático, a reconstrução do Templo de Jerusalém, o milênio temporal e outras falsidades

3. Os ímpios que estiverem vivos por ocasião da Segunda vinda morrerão com o resplendor da glória de Cristo. Veja Apocalipse 6, versos 14 a 17. Para os que vivem em pecado, a presença de Deus é um fogo consumidor. Veja Hebreus 12:29. Esta é mais uma prova da falácia da teoria do milênio temporal. Perguntamos: Levaria Cristo os remidos para o Céu, como a Bíblia afirma claramente, e viria reinar por mil anos aqui na Terra no meio de ímpios que rejeitaram a Deus e pisam a pés os Seus mandamentos?  Como pode alguém defender tamanho absurdo?  A Bíblia fala de um novo céu e uma nova terra em que habitará a justiça.(2 Pedro 3:13). Mas isto não será durante o milênio, mas depois deste período e da conflagração final. Compare com Apocalipse, capítulos 21 e 22. A condição da Terra durante o milênio será de completa desolação, como nos mostram numerosas passagens bíblicas. Vejamos algumas:

“Eis que o dia do Senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em desolação e destruir os pecadores dela” (Isaías 13:9; compare com o capítulo 24 do mesmo livro, os versos 1 a 3). O profeta Jeremias descreve a condição da Terra durante o milênio: “Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira” (Jeremias 4:23-26).

O demônio tem feito muitos esforços para falsificar a doutrina da Segunda Vinda e, portanto, enganar o maior número possível de pessoas desavisadas. Isto ele consegue através da teoria do arrebatamento secreto e do milênio temporal. Convém lembrar que os judeus, por causa de uma interpretação equivocada quanto à primeira vinda de Cristo deram com os burros n’água. Eles esperavam um Messias guerreiro, um conquistador que expulsaria os dominadores romanos da Palestina e elevaria o povo de Israel ao domínio mundial. Quando o Messias veio, como o Servo Sofredor de Isaías 53, para fundar, não o reino da glória, mas o reino da graça, oferecendo regeneração e salvação eterna, eles O rejeitaram. Com base na teoria do milênio temporal, surgem os falsos profetas, pregando paz e segurança. Diz o Apóstolo Paulo: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3). 

Em Apocalipse 16 nós lemos sobre a intervenção divina nos destinos deste mundo. Pouco antes da Segunda Vinda, nos é dito que a voz do Onipotente abalará os céus e a Terra.  “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpados, E UM GRANDE TERREMOTO, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra: tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, E AS CIDADES DAS NAÇÕES CAÍRAM” (Apocalipse 16:17-19). Sim, as grandes metrópoles da Terra, em que estão mansões e edifícios que são o orgulho da arquitetura e engenharia humanas, em pouco tempo estarão em ruínas. O desolador terremoto do Haiti, a título de comparação, se reduz à insignificância. Mas não termina por aí. O versículo 19 [última parte] do mesmo capítulo diz: “E DA GRANDE BABILÔNIA SE LEMBROU DEUS, PARA LHE DAR O CÁLICE DO VINHO DA INDIGNAÇÃO DA SUA IRA.” 

É o juízo divino contra as igrejas caídas da Cristandade que ensinam o erro, enganando milhões de pessoas. Aqu não está se referindo apenas à igreja-mãe, que tem a sua sede na cidade das sete colinas (Apocalipse 17:9), mas também às filhas da mãe, que são as igrejas do protestantismo apostatado. De vez  em quando surge um espertalhão fundando uma nova igreja e atraindo milhares de pessoas. São as igrejas [ou seitas] tais como: Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, e assim por diante. O chamado mundo evangélico, com poucas e honrosas exceções, está construído sobre um monturo de falsidades: são falsas doutrinas, falsas profecias, falsos milagres, falsos dons de língua, falsas teologias, como a tal de teologia da prosperidade. Cristo jamais prometeu prosperidade ao Seu povo que vive neste mundo condenado à destruição, mas algo infinitamente melhor: a vida eterna em um mundo perfeito. Mas os falsos profetas, valendo-se da ingenuidade e boa-fé de um povo ignorante, conseguem amealhar grandes fortunas. A prosperidade é somente para os dirigentes destes falsos movimentos religiosos, não para seus seguidores explorados e iludidos.  Tais imposturas só terminarão com a Segunda Vinda de Cristo. MARANATA, O SENHOR VEM!

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