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Francisco Alves de Pontes

Vencedor de Concurso Bíblico Nacional e Mundial. Nasceu no dia 8 de novembro de 1942 em Garanhuns, PE. Filho de Isídio Alves de Pontes e Rita Maria da Conceição.
Estudou no Instituto Adventista Campineiro, concluindo o Ginásio em 1968. Entrou para o serviço denominacional no dia 17 de dezembro de 1969.
Entre 1978 a 1981, como autodidata, atuou como funcionário do SALT no IAE (atual UNASP-SP). Foi tradutor de livros e periódicos da CPB. Sendo assim, os principais livros traduzidos são: Portadores de Luz; Compreendendo as Escrituras; Estudos Sobre Daniel; Seminário do Apocalipse; Respostas a Objeções; Meditações Matinais de 1987 e 1988; Inspiração Juvenil de 1986, 1990 e 1991; Que é Salvação; Sketches From the Life of Paul, de Ellen G. White, que em português recebeu o nome de Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem; e outros livros.
Além de ganhar concursos bíblicos de menor porte, venceu o concurso promovido pela Igreja em 1967. Em 1971, obteve boa colocação no concurso promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Popularmente conhecido como Chico Bíblia. Tornou-se notório internacionalmente ao participar e vencer o Concurso Mundial de Bíblia em 1981, que vem acontecendo desde 1948. No mesmo ano, passou a estudar com mais afinco a Bíblia, dedicando cerca de três horas por dia.
No período, conhecia a Bíblia há 20 anos e sempre estudava com o objetivo de conhecer melhor a mensagem bíblica. Sabe de cor Daniel, Apocalipse e quase todo Isaías, porém Daniel e Apocalipse não entram em concursos promovidos por Israel.
No dia 15 de julho de 1981, depois de vencer a 3° fase do Concurso Nacional no Rio de Janeiro, RJ, com mais de 300 candidatos de quase todos os estados do país na 1° fase, foi para Israel com a finalidade de vencer o Concurso Mundial de Bíblia. Primeiramente foi classificado em segundo lugar, perdendo para o representante de Israel Aharon Bem-Soussa. Porém, três meses depois, os organizadores do concurso reavaliaram a pontuação, conferindo o 1° lugar a Francisco, apesar da pressão dos judeus para permanecerem com a medalha de ouro. A vitória foi anunciada pelos principais meios de comunicação.
Francisco afirmou que não possuía método especial para estudar a Bíblia, apenas lia com atenção, fazia anotações e estabelecia correlações. Raramente consultava dicionário bíblico ou comentário bíblico. Profundo estudioso das profecias, tradutor e autodidata em várias áreas do conhecimento.

BIBLIOGRAFIA: Manchete O Brasil no Concurso Bíblico Internacional, 15/8/1981; Revista Adventista, Jovem Adventista Vence Concurso Bíblico, setembro de 1981, p. 16 e 27; Adventist Review, Bible contest winner studied three hours a day, january 21, 1982; Assim Diz o Senhor, Lourenço Gonzalez, 2° Edição 1986 – Rio de Janeiro.

Foram soltos os responsáveis pelo incêndio da Boate Kiss de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que causou a morte de 242 pessoas, por ordem da “justiça” sob a alegação de que eles não oferecem nenhum perigo para a sociedade, o que provocou a justa indignação de parentes das vítimas com tão estranha decisão. Houve, inclusive, uma passeata pelas ruas da cidade, de pessoas portando cartazes e pedindo justiça. Mas justiça é coisa muito rara neste país. A ideia de que determinado criminoso deve ser solto porque não oferece nenhum perigo para a sociedade é inaceitável e só vigora no país do crime e da impunidade, onde os legisladores e magistrados são amigos do crime e da bandalheira. Quer esses pseudo representantes da jusiça aceitem ou não, quer eles gostem ou não, a verdade incontestável é esta:  AMIGO DE BANDIDO TAMBÉM É BANDIDO, AMIGO DE CRIMINOSO TAMBÉM É CRIMINOSO mesmo que tenha diploma da Faculdade de Direito e se destaque na magistratura. Não é por este motivo que o STF votou pela manutenção da famigerada Lei da Anistia de 1979 que inocenta torturadores e outros tipos de assassinos? Tudo favorece a criminalidade: responsabilidade penal somente depois dos 18 anos, as tais de prisões domiciliares, soltura depois que o criminoso cumpre uma parte da pena, prescrição do crime depois de transcorridos vinte anos, relaxamento da pena depois de algum tempo se o criminoso tem bom comportamento, e muito mais.  Também a delação premiada é outra perversão da justiça. Não é sem motivo que a criminalidade aumenta assustadoramente levando a insegurança para todos os recantos do país: os bandidos têm certeza da impunidade. Não somente os políticos corruptos, como os mensaleiros do PT, mas todos os tipos de violadores da lei deveriam erguer um monumento aos magistrados brasileiros que, em sua maioria, são os padrinhos da corrupção e da desordem. Nas calendas gregas, quando a Bela Adormecida acordar, quando galinha criar dentes e vaca criar asas, haverá justiça e decência neste país!

Durante muitos séculos, a igreja que segue os ensinamentos do papado apavorou multidões inculcando-lhes na mente a crença em um inferno de fogo que arde por toda a eternidade e onde as pessoas condenadas sofrem tormentos indizíveis. Também por meio da doutrina do purgatório conseguiu acumular imensas fortunas enganando as pessoas ignorantes e supersticiosas com a ideia de que, mediante o pagamento  de  dinheiro  à  igreja,  elas poderiam libertar parentes e amigos falecidos que estavam retidos nas chamas atormentadoras! São as tais de indulgências. Admira-nos o fato de ter existido indivíduos que, por amor ao vil metal, procurassem ensinar doutrinas tão perversas!
Ainda hoje, em pleno século XXI, a igreja caída continua ensinando as doutrinas do inferno e do purgatório. Também as filhas da igreja-mãe, que são as outras igrejas apostatadas, embora não creiam no purgatório e professem adotar a Bíblia como regra de fé e prática, ensinam a doutrina do inferno de fogo para amedrontar as multidões e tirar proveito financeiro em torno disto.
Mas o papado descobriu que é repugnante à mentalidade pós-moderna as monstruosas heresias do inferno de fogo eterno e também do purgatório. Portanto, resolveu modificá-las. Continua ensinando que existe inferno e purgatório, mas o fogo é simbólico. O papado resolveu apagar as chamas do inferno e do purgatório! O inferno passou a significar um lugar de trevas e separação de Deus, mas não existe mais o fogo do inferno nem do purgatório. É, realmente, um inferno muito mais light. Sem dúvida, houve uma mudança bastante signficativa.
Tudo isto nos mostra o caráter mutável da igreja papal que, dizendo-se única intérprete infalível das Escrituras, é capaz de modificar algumas das suas doutrinas quando lhe é conveniente.
Mas existe outro caso em que a mudança foi para pior: o papado rejeitou o relato histórico da criação e queda do homem e adotou a evolução das espécies de Charles Darwin. Aceitando o evolucionismo como científico, o papado embarcou em uma canoa furada, porque a teoria evolucionista, embora tenha se revestido de roupagem científica e seja ensinada nas universidades, não passa de uma teoria altamente improvável e anti-científica! Se alguém duvida disto, por favor leia o livro A Caixa Preta de Darwin, de autoria de Michael Behe, bioquímico e professor na Universidade Lehigh (Pensilvânia, Estados Unidos). O referido livro tem como subtítulo O desafio da Bioquímica à Teoria da Evolução; Jorge Zahar Editor, 1997.
O papado se considera infalível e afirma que sua igreja é a única autorizada e capaz de interpretar as Escrituras. Se toda a Cristandade aceitasse tal pretensão, o mundo voltaria ao paganismo, a uma escuridão espiritual mais densa do que as trevas da Idade Média.
Temos um exemplo de como as pessoas são enganadas por esse anticristo no embuste da canonização dos santos. A beatificação de Francisca de Paula de Jesus, “Nhá Chica”, atraiu grande interesse, porque afirmam que ela operou um milagre. A fim de ser canonizada, “Nhá Chica” precisa operar um segundo milagre! Existe uma lista de outros “santos” à espera de beatificação e canonização. A prova de que tudo isto não passa de uma fábula do paganismo encontramos no livro de Eclesiastes, capítulo 9, versículos 5, 6 e 10: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles qualquer recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; e não têm parte em coisa alguma do que jaz debaixo do sol. . .  Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Também são muito elucidativas no tocante a este assunto as palavras do apóstolo Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 15, versículos 16-18: “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.” Nestas palavras, o apóstolo mostra que a única esperança de vida futura consiste na ressurreição dos mortos e não numa suposta alma ou espírito que abandona o corpo por ocasião da morte e voa para o Céu. Muitos outros textos bíblicos poderiam ser citados provando que a doutrina da consciência do ser humano na morte não passa de uma grande mentira. É absolutamente impossível um morto operar qualquer milagre ou interceder pelos vivos. Entretanto, milhões de pessoas são ensinadas a acreditar nesta mentira do diabo.  Não estamos condenando as pessoas que são enganadas, mas o poder religioso embusteiro que forjou tais imposturas.
É claro que existe sinceridade entre as pessoas que acreditam em uma cega superstição e creem noutras doutrinas absurdas do paganismo. Mas o homem do pecado se declara infalível e o único que é capaz de interpretar as Escrituras! As doutrinas por ele ensinadas contradizem o que a Bíblia realmente ensina!
Quanto aos bereanos, nos é dito: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11).
Todo cristão deve procurar imitar o exemplo dos bereanos se não quiser ser enganado pelas pretensões mentirosas do anticristo papal!

O anúncio do Papa Bento XVI de que irá renunciar ao pontificado a partir de 28 de fevereiro surpreendeu o mundo, não somente os seus seguidores católicos. É evidente que o papa tem suas razões para tomar uma decisão tão inesperada e incomum. Foram apresentados três exemplos de renúncia de papas: Bento IX em 1045. Consta que um nobre riquíssimo chamado João Graciano, que depois foi papa com o nome de Gregório VI, ofereceu uma grande soma para que o jovem Teofilato (Bento IX) se afastasse de Roma. Filho de Alberico III, conde de Túsculo, tornou-se papa por imposição de seus parentes muito poderosos e de grande influência. Tinha menos de 20 anos de idade! Três vezes ele foi papa e três vezes foi deposto. É discutível que de fato tenha havido alguma renúncia de Bento IX. Segundo o livro Biografias dos Papas, pág. 301, o seu pontíficado, com interrupções, durou 15 anos (1033-1048). Celestino V de fato renunciou em 1294. Alguém disse no Jornal Nacional que foi em 1235. Apesar de ocupar uma posição tão importante na Igreja Romana, acaso esse cardeal desconhece a história do papado? Não, o mais provável é que tenha havido um lapso de memória. O papa que reinava em 1235 era Gregório IX, de triste memória, pois regulamentou o execrável tribunal da inquisição criado por Inocêncio III em 1215. Mas ele não merece um juízo muito severo porque em seus primeiros anos a inquisição não tinha tortura! Foi o famigerado papa por nome de Inocêncio IV (1243-1254) quem instituiu a tortura na inquisição. É curioso que Gregório IX tenha sido o papa que mais viveu. Eleito aos 84 anos (1227), morreu em 1241 com a avançada idade de 98 anos e nunca renunciou! Voltando a Celestino V, consta que ele aceitou ser papa com relutância, temendo contrariar a vontade de Deus. Seu sucessor, Bonifácio VIII, é acusado de ter cometido os piores crimes contra o inexperiente monge que renunciou ao papado, inclusive fazendo pressão para que ele renunciasse. Mesmo depois que Celestino V renunciou, Bento Caetani (Bonifácio VIII) não permitiu que ele vivesse seus últimos dias em paz. Mandou prendê-lo em um convento! [Bonifácio ou Malifácio?]. Bonifácio VIII (1294-1303) foi um defensor da teoria das duas espadas. Afirmava que Jesus havia conferido a S. Pedro duas espadas: uma espiritual e outra temporal e que os que discordassem dessa doutrina eram heréticos e não poderiam ser salvos! (bula Unam Sanctam). Alguém afirmou que esse papa subiu ao trono como raposa, reinou como leão e morreu como cachorro. De fato, Bonifácio VIII foi muito humilhado pelo rei francês Filipe IV. Os emissários do rei o esbofetearam e fizeram com que ele morresse desgostoso. Por mais mau que tenha sido Filipe IV o Belo, rei da França, ele não se dobrou ante as pretensões de Bonifácio VIII. O outro papa que renunciou foi Gregório XII em 1415. Era o tempo do chamado Grande Cisma em que houve ao mesmo tempo até três papas: um em Roma, outro em Avinhão e outro em Pisa. Em outro período sombrio da história do papado, ficou célebre o chamado “sínodo cadavérico”. Depois do papa Formoso (891-896) houve um papa por nome Bonifácio VI que nem aparece na lista por ter tido um pontificado brevíssimo — apenas alguns dias. Seu sucessor, Estêvão VI, mandou retirar do seu ataúde o cadáver do papa Formoso. O corpo foi assentado num trono e acusado de ter aceito ser papa (bispo de Roma) sendo que já era bispo de Porto! Depois de outras acusações, o morto foi intimado a se defender, julgado criminoso e despojado das insígnias pontificais. Cortaram-lhe os dedos da mão direita e atiraram o cadáver no rio Tibre. Alguns anos depois, a partir do pontificado de Sérgio III (904-911), houve um período que recebeu o nome de pornocracia [governo das meretrizes] e que durou do ano 904 até o final do pontificado de João XII (964). O papa Sérgio III foi amante de Teodora, esposa de um senador romano, e de sua filha Marózia. Dizem que ele foi o pai do papa João XI (931-936). Mas João XI, muito jovem quando exerceu o pontificado, provavelmente era filho de Alberico I, conde de Túsculo, e de Marózia. João XII (955-964), neto de Marózia, foi um verdadeiro prodígio de vício e de crime. Homicídios, adultérios e incestos caracterizaram seu pontificado. Transformou a corte romana num bordel e morreu às mãos de um indivíduo ultrajado enquanto abusava da sua esposa! Poderia ser chamado o Calígula do pontificado! Foi a partir de João XII [que se chamava Otaviano] que os papas seguiram a tradição de mudar de nome ao serem eleitos para o pontificado. Por isso Bento XVI em vez de Joseph Alois Ratzinger. Alguns papas preferiram conservar o mesmo nome: Adriano VI em 1522 e Marcelo II em 1555. Também existe muita confusão no elenco cronológico dos papas: Martinho I (649-655) foi seguido por Martinho IV (1281-1285). Não houve Martinho II nem Martinho III. Mas houve Marino I e Marino II. Também o mesmo se dá com o nome João. Por exemplo, João XIX (1024-1033) foi seguido por João XXI (1276-1277). Acaso o português Pedro Juliano, que como papa adotou o nome de João XXI, não sabia que o seu predecessor de nome João fora João XIX e não João XX? Ou ele não gostava do número XX? Também existiram dois João XXIII. No tempo do Grande Cisma, o cardeal Baltazaro Cossa adotou o nome de João XXIII (1410-1417). Esse papa era extremamente corrupto e depravado e está na lista dos antipapas. Cometeu dezenas de crimes. Ele foi deposto pelo Concílio de Constança. Também era a época do Grande Cisma do Ocidente em que houve até três papas! O outro João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli) é mais recente (1958-1963). Convocou o Concílio Vaticano II e era apreciado até pelos não católicos! Um grande contraste com o antipapa João XXIII. Os papas se consideram sucessores do apóstolo Pedro. Os católicos apresentam os três pontificados mais longos como sendo os de S. Pedro, Pio IX e João Paulo II. Excetuando-se o lendário pontificado de S. Pedro, na verdade os três pontificados mais longos da História foram: 1. Pio IX (1846-1878) — quase 32 anos! 2. João Paulo II (1978-2005) — não chegou a atingir 27 anos. 3. Leão XIII (1878-1903) — passou dos 25 anos. Houve sete papas alemães e todos eles tiveram um breve pontificado. 1. Gregório V (996-999). Chamava-se Bruno, filho do Duque da Caríntia. 2. Clemente II (1046-1047). Seu nome era Suidger, e fora bispo de Bamberg. 3. Dâmaso II (1048). Era Póppon, bispo de Brixen, alemão da Baviera. Teve apenas um mês de pontificado. Acredita-se que tenha sido envenenado. 4. Leão IX (1048-1054). Seu nome era Bruno, bispo de Toul, da família dos Condes de Nordgau. Durante o seu pontificado houve o grande Cisma do Oriente. Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla, deixou de reconhecer a supremacia do papado. Foi a primeira grande cisão na Cristandade. A outra aconteceu no século XVI — a Reforma Protestante. 5. Vítor II (1054-1057). Chamava-se Gebhard. Era bispo de Eichstadt, jovem, e pertencia à família dos Condes de Calw. 6. Estêvão IX (1057-1058). Frederico de Lorena (região então pertencente ao império germânico) foi o sexto papa alemão. 7. Bento XVI (2005-2013). Seu nome é Joseph Alois Ratzinger. Contemporâneo, já anunciou que irá renunciar.
Houve um papa português: João XXI (1276-1277). Chamava-se Pedro Juliano.
Houve um papa inglês: Adriano IV (1154-1159). Chamava-se Nicolau Breakspear. Condenou Arnaldo de Brescia à fogueira.
Houve um papa holandês, Adriano VI (1522-1523). Chamava-se Adriano Florenz Boyers e preferiu não mudar de nome.
No início da história da Igreja, todos os bispos tinham o nome de papa, que quer dizer pai em latim. Era um título carinhoso e não denotava nenhuma supremacia de um bispo sobre os demais bispos. Sirício, bispo de Roma de 385 a 398, fez com que o título de Papa pertencesse exclusivamente ao bispo de Roma.
Depois que o papado adquiriu a supremacia a partir do sexto século, para “provar” que já possuía o primado desde os primeiros tempos do Cristianismo, forjou alguns documentos. Os principais documentos falsos utilizados pelo papado na Idade Média foram: A Doação de Constantino e as Decretais Pseudo-Isidorianas.

Frequentemente vemos gravuras e mesmo quadros artísticos de presépios retratando os pastores e os magos adorando o Menino Jesus numa manjedoura. No tocante aos pastores, nada existe que possa provar o contrário. Mas teriam os magos, ao chegarem de sua longa viagem, encontrado Jesus numa manjedoura?  O relato dos evangelistas Mateus e Lucas prova que isto seria impossível. A Igreja Romana difundiu várias crendices concernentes à visita dos magos:

1. Os reis magos. Em lugar nenhum é dito que eles eram reis. O texto diz “magos” ou “sábios”.  Também não afirma que eram três. Chegou-se a esta conclusão por causa do número de presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Veja Mateus 2:11. Segundo a tradição, seus nomes eram: Baltasar, Gaspar e Melquior. A Igreja Romana celebra no dia 6 de janeiro a chamada “Festa dos Santos Reis”, também chamada Epifania. Não se sabe o país de origem desses sábios. Uns acham que eles vieram da Arábia; outros, da Pérsia; e ainda outros supõem que eles eram originários da Índia. O que se sabe é que eram homens piedosos e tinham em sua língua as Escrituras Hebraicas. Da profecia involuntária de Balaão, dada quase 15 séculos antes, eles leram o que se encontra em Números 24:17:  “Uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subira de Israel.”

2. Lucas nos informa que o Menino Jesus, ao nascer, foi deitado numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem, ou hospedaria. Percebe-se que a cidade de Belém estava apinhada por causa do recenseamento ordenado pelo imperador romano César Augusto. Lucas 2:1 e 7. Quando os magos chegaram, muitos dias depois, o recenseamento já havia terminado e, sendo assim, José e Maria já teriam comprado ou alugado uma casa. Por isso, diz Mateus: ”Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe” (Mateus 2:11). Não estava mais na manjedoura.  Até mesmo no Hinário Adventista (quem diria?) encontramos afirmações que não condizem com a realidade. Por exemplo, no hino 44: “A paz então reinou em céu, terra e mar, Ao descer sobre o Rei uma luz tutelar; A luz do Salvador brilhou mais e mais, E guiou a Seus pés nobres reis orientais.” E no hino 46: “Estrela de luz um dia brilhou, Com raro fulgor, e os magos guiou Ao pobre curral da humilde Belém, Ao meigo Jesus, a fonte do bem.”  Até mesmo Ellen G. White, em sua obra-prima, O Desejado de Todas as Nações, na página 63, afirma que, ao chegarem os magos, “Jesus estava deitado numa manjedoura.” Inspiração não é infalibilidade. Ellen White jamais afirmou que era infalível. Encontramos a presença da falibilidade humana em assuntos periféricos, tanto na Bíblia quanto nos escritos de Ellen G. White.

3. Quando os magos avistaram a estrela na noite de Natal, iniciaram sua longa viagem. Eles vinham de um país distante e, para que pudessem adorar o Menino junto com os pastores, deveriam ter feito sua viagem de avião, o que não existia na época. Crê-se que a longa viagem foi feita no lombo de camelos.

4. Antes de chegarem a Belém, a cidade de Davi, os magos passaram por Jerusalém, deixando muita gente perplexa. A inquirição feita pelo rei Herodes e a resposta a ele dada pelos magos desfaz o mito de três reis adorando o Menino Jesus numa manjedoura. “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos” (Mateus 2:16). Portanto, Jesus deveria ter perto de dois anos quando recebeu a visita dos magos.

5. Finalmente, a oferta apresentada pelos pais de Jesus por ocasião da sua apresentação, “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lucas 2:24) mostra que por esse tempo os magos ainda não haviam chegado, pois os valiosos presentes que eles ofertaram ao Menino Jesus mudaram a situação financeira de Maria e José e eles teriam apresentado um sacrifício de maior valor do que um par de rolas ou dois pombinhos.

Vemos neste exemplo que nem sempre a tradição está de acordo com a realidade. Mas não devemos rejeitar todas as tradições. Diz o apóstolo Paulo: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21).

Autor:  Dr. Walter R. L. Scragg
Traduzido e postado por chicobiblia

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.`2Tm 4:7.

Conquanto nem Paulo nem Lucas deixasse registradas as últimas palavras que o grande apóstolo proferiu, estas certamente satisfazem. Um exame de sua vida desde o momento da conversão mostra quão brava e altruisticamente ele trabalhou pelo Senhor a quem servia. Reiteradamente sofreu sem vacilar.
Às vezes incapaz de escolher entre a lei romana e a lei da sinagoga, sentia a severa justiça de ambas. Os romanos o açoitavam. Os judeus lhe atiravam pedras.
Mas não necessitamos de voltar a Paulo para descobrir vidas que permaneceram leais em face da perseguição e adversidade.
Sempre que íamos a Oxford passávamos pela cruz de pedra arredondada que se localiza no pavimento da Broad Street. Ali Hugh Latimer e Nicholas Ridley pagaram o preço supremo por sua fé. A 16 de outubro de 1555 uma mecha acendeu a pilha de madeira e palha do seu martírio. Latimer chamou ao seu companheiro: “Tenha bom ânimo, Mestre Ridley, e não mostre medo. Pela graça de Deus acenderemos neste dia uma luz na Inglaterra que, creio, jamais será apagada.”
Às vezes penso por mim mesmo que seria mais fácil enfrentar a grande decisão, o grande desafio do que defrontar-se com as pequenas tentações, as importunadoras irritações que diariamente assediam nossa vida. Sob as pressões para confessar publicamente minha fé, eu me revestiria de coragem e seria fiel.
Tão grande prova talvez jamais atinja nossa vida. Nas pequenas provas nosso caráter se desenvolverá. Vencendo diariamente, mostraremos nossa confiança nas provisões do Pai.
Latimer e Ridley tiveram seu momento em que poderiam ter escolhido afastar-se de sua sorte final. Aqueles reformadores protestantes e mártires modernos tinham posto em movimento uma uma cadeia de decisões a favor da verdade. Essa cadeia os conduziu e finalmente lhes deu a coragem para enfrentar a prova suprema da fé.
Talvez jamais tenhamos de enfrentar tais momentos, mas temos de optar por Deus. Tais escolhas devemos certamente fazer neste mesmo dia. Não necessariamente grandes escolhas, mas decisões em favor de nosso Senhor. Decisões que verdadeiramente confessem o Seu nome e a nossa fé.
“Só agindo por princípio nas provas da vida cotidiana, podemos adquirir energia para ficar firmes e fiéis nas mais perigosas e difíceis situações.” — A Ciência do Bom Viver, pág. 490.
Esperança e Vitória — Meditações Matinais de 1988, pág. 163.

São estas algumas das palavras do discurso da presidente Dilma Rousseff ao instalar a chamada Comissão da Verdade:  “Ao instalar a Comissão da Verdade, não nos move o revanchismo . . .  O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.”  Sim, eles merecem a verdade, mas merecem muito mais do que isto. Merecem justiça e reparação. Nada disto tem sentido se não tiver como resultado a identificação dos agentes do Estado que participaram da repressão política e sua resposabilização, julgamento e punição, mas Dilma sabe muito bem que a sua Comissão da Verdade não terá resultados práticos porque a suprema corte do país já decidiu que a Lei da Anistia de 1979 não permite o julgamento e punição dos que perpetraram crimes durante o regime militar. Destarte, os ministros do STF, em sua maioria, ratificaram essa lei iníqua e absurda que anistiou torturadores e outros tipos de assassinos. Como eles são bonzinhos para criminosos!  E, na guerra suja que então se travava no tempo do regime militar, temos de reconhecer que nem todos os que combatiam a ditadura militar eram bem-intencionados. Alguns pretendiam implantar uma ditadura comunista no Brasil e também cometeram crimes. Também esses deveriam ser levados à justiça se existisse justiça neste país!  Em outros países da América do Sul, onde houve ditaduras militares e violações dos direitos humanos, a coisa não terminou assim em pizza como acontece no país do crime e da impunidade. Por exemplo, na Argentina, membros das juntas militares foram julgados e punidos. O ditador genocida Jorge Rafael Videla se encontra na prisão; o outro ditador, Reynaldo Bignone, foi condenado à prisão perpétua;  e Alfredo Astiz, ex-chefe de inteligência do grupo da marinha, apelidado o “anjo da morte”, também foi condenado à prisão perpétua. No Peru, o ex-presidente Alberto Fujimori foi condenado e está preso. No Uruguai, o ex-presidente Juan Maria Bordaberry, responsável pelo golpe de 27 de junho de 1973, foi sentenciado a 30 anos e morreu em prisão domiciliar. No Chile, vários militares acusados de assassinatos e torturas cumprem penas. É o mínimo que eles merecem!  Como é vista por aqueles que perderam parentes e amigos essa vergonhosa impunidade e favorecimento de cirminosos sob a alegação de que não se pretende reescrever a História e não se deseja revanchismo? E como é vista lá fora?  Os tratados internacionais de Direitos Humanos e, principalmente, a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, determinam que crimes de lesa-humanidade (tais como tortura) não podem ser prescritos e anistiados. A recusa em punir militares envolvidos em tais crimes configura violação de convenções internacionais ratificadas pelo Brasil. Mas isto pouco importa para aqueles que estão a fim de “pacificar” o país e “esquecer o passado”, que “não querem revanchismo”, e apresentam outras desculpas que não convencem.  A recusa em punir criminosos é um poderoso incentivo para iniciar outros na prática do crime. Que péssimo exemplo para a comunidade internacional!

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